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Like A Stone.

haha

Essa imagem pode até ter um significado para você, mas tem muito mais para mim, acreditem. Geralmente o pessoal diz que eu tiro muita foto “sem noção”, ou “sem nexo”, mas cada uma representa alguma coisa para mim. Essa pode ser a mais bizarra, mas é a que mais me expressa no momento… HAIUAUIAUIHUA.
Não vou fazer desse blog um flickr da vida não, é que não tenho muito o que postar. Aliás, tenho, e ao invés de ESCREVER, dessa vez preferi usar a arte da fotografia.

“Em cada pessoa há um grande segredo.
Um planície interior com vales de silêncio e paraísos secretos.
Muita gente silenciosa, calada, grita de outras maneiras… Cantando, pintando, desenhando, escrevendo e há outros, ainda que grita sem som… Tudo implícito… Mas perceptível… Audível… Basta olhar.” (Antoine de Saint-Exupèry)”

Ps.: Depois que descobri esse dizer, o uso em tudo quanto é lugar. HAHAHA

Recicle.

Acho que esse blog merece ser tratado com um pouco mais de dignidade da minha parte. Fica tanto tempo abandonado… Bom, quero começar um post novo. Poderia falar da minha incrível viagem pra SC (de novo!), das coisas que aconteceram, os lugares bonitos que visitei, as pessoas que conheci, mas não, prefiro deixar isso pra outra hora.

Recycle. Recycle your mind. Uma frase que me chamou total atenção hoje. E juntamente um filme que eu já havia visto, mas nunca pensei no real signifcado por trás dele. “Meu Último Desejo”, quando puder, o assista.

reciclagem
re.ci.cla.gem
sf (reciclar+agem) 1 Modificação, mais ou menos profunda, nos períodos, métodos de avaliação etc. escolares. 2 Reaproveitamento (de algum material).

Reciclagem, então, significa o reaproveitamento de algo. “Recicle sua mente”. O que você pensa quando lê isso? “Recicle sua mente, recicle sua mente, recicle”. Podemos pegar tudo que não presta, tudo aquilo de dentro de nós que não faz bem e jogar fora, jogar no lixo, throw it all away.. E podemos salvar o que é bom. Podemos… Reciclar. Fazer uma reciclagem geral em nossa vida. Nossos amigos, aqueles que nos enganam, que nos usam? Os jogue fora. Em sua vida, jogar tudo aquilo que não te faz bem, que não o agrada, tirar de dentro de você e reciclar o que é bom, reciclar o que é aproveitável… Reciclar. Em nosso trabalho, na escola, em casa com a família…

Mas o que o filme tem a ver com isso? Bem, o filme se trata de um garoto que tem pouco tempo de vida e tem um sonho. Um sonho considerado impossível e que, bem, no final, assita e verás o que acontece. A mensagem principal se baseia no fato de que, a qualquer instante, poderemos deixar essa vida que conhecemos e… Morrer. Morte, uma palavra que assusta alguns e conforta outros. Sabem, não temam a morte. Ela nada mais é do que a marca de tudo que fizeste em vida. Após de morto, ou serás lembrado pelas coisas boas que realizou, ou pelas coisas ruins que causaste. Reciclar. Aí que é está! Como poderemos morrer em qualquer minuto, porque não deixar apenas as coisas boas por aqui? Jogar as coisas ruins fora, as coisas que pra você, você, que pra você não faz bem, e ficar apenas com as coisas que o agrada. Aproveitar sua vida da forma que te deixar mais feliz… Não é impossível, não tema, apenas vive. Recicle, e viva. Você pode mudar, pode mudar seu mundo… Do it for yourself, just do it!

Ps¹: Não entendeu nada? Ótimo. Leia de novo, pense, quem sabe um dia irás conseguir.
Ps²: Entendeu? Ótimo também. Agora, aja!
Ps³: (;

Olá, meus caros. \o Após de muito tempo sem postar, a Folks (entenderam? Folks, Harry Potter, Fênix? :B) aqui está de volta.

Essa semana no MSN, um amigo chegou e disse à mim “Lê, quero te defenestrar!”, agora imaginem as barbaridades que eu não pensei na hora, né? Então perguntei o que era, e ele mandou-me uma crônica de Luís Fernando Veríssimo sobre a palavra “Defenestração”. Eu particularmente a achei muitíssimo engraçada e ótima também (grande Veríssimo, haha), então postarei ela logo abaixo. É um pouco “grande” mas vale muitíssimo a pena… E ah, é mentira, eu não vou defenestrar o blog não! xD

Defenestração

Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.

— Os hermeneutas estão chegando!

— Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada…

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.

— Alô…

— O que é que você quer dizer com isso?

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.

— Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.

Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico.

Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:

— Defenestras?

A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas… Ah, algumas defenestravam.

Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? “Nestes termos, pede defenestração…” Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:

— Aquele é um defenestrado.

Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.

Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?

Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.

— Lês defenestrations. Devem ser proibidas.

— Sim, monsieur le Ministre.

— São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.

— Sim, monsieur lê Mnistre.

— Com prédios de três, quatro andares, ainda era possível. Até divertido. Mas, daí para cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os transgressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.

— É essa estranha vontade de jogar alguém ou algo pela janela, doutor…

— Humm, O Impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar — diz o analista, afastando-se da janela.

Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.

— Querida…

— Mmmm?

— Há uma coisa que preciso lhe dizer…

— Fala, Amor

— Sou um defenestrador.

E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama:

— Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO!

Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:

— Fui defenestrado…

Alguém comenta:

— Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?

Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.

– Luís Fernando Veríssimo

 

Aproveite o dia.

Depois de alguns longos dias sem postar nada por falta de tempo (mentira, por falta de coragem mesmo), eu renasço das cinzas com o blog para tratar sobre um assunto que alguns devem desconhecer, mas que é de uma certa importância. Eu ainda não sei como dar um título ao assunto, então, vejam só um pequeno resumo que um colega fez:

“Esse trem LHC foi feito pra acelerar as partículas, e tipo vão usar isso para acelerar um nêutron naquela área das fotos, e quando o nêutron atingir (ou passar) a velocidade da luz, ele ira se chocar com o núcleo de um átomo, partindo e vendo se existem menores partículas que o átomo e suas subdivisões. Porém na quebra de átomo libera claro energia, que é insignificante para um átomo, e mais 3 nêutrons. Ai que está o problema, esses 3 nêutron irão chocar-se com mais 3 átomos, e assim por diante, cada vez liberando mais e mais energia, e conseqüentemente irá ocorrer uma liberação muito elevada de energia que poderá ser a explosão citada. Mas para isso não acontecer os cientistas que realizariam o evento, construíram “paredes” de proteção de um material que “suga” os nêutrons, fazendo com que pare a divisão, assim contendo a liberação de energia! (Ta ai nossa esperança de sobrevivência!).”
Saiba mais sobre esse assunto clicando aqui.

É mais ou menos isso: cientistas que não tem mais o que fazer inventam coisas que podem colocar em risco a existência humana. A máquina era pra ser ligada hoje, às 23h, porém disseram-me que agora foi adiado para o dia 10 de Setembro.

A notícia “menos” ruim: A Europa toda vai pro saco.
A notícia “mais” ruim: O sistema solar inteiro vai se fuder. ^^
E lembrando; não, eu não acredito que essa máquina vai acabar com todos nós e afins. \o

Mas uma coisa eu acho legal de se relatar; imagine que a máquina seria ligada hoje e você morasse na Europa, ou no Brasil, ou em qualquer outro lugar no planeta Terra, e então, um errinho básico ocorresse na máquina e mandasse todos nós para o “saco”, o que você faria nas últimas horas de sua vida? Se arrependeria das coisas que fez no passado? Sairia correndo pela rua gritando de tanto medo? Mas afinal, medo de que? Arrependimento pra quê?

Ontem conversando sobre esse assunto com um amigo, chegamos à conclusão de que arrependimento é uma coisa que não deveria existir, pois com erros você constrói seu caráter, aprende alguma coisa com isso e faz o possível para que não se repita. “Mistake is a chance to try it again.” Simplesmente adoro essa frase, adoro. 😉
Pensar no amanhã, ou no ontem, no passado e no futuro é uma coisa necessária mas não a mais importante, porque você nem sabe se vai estar vivo amanhã e todos os seus planos e afins irão pro lixo, juntamente com você. Então, por que não pensar no hoje, no agora, nesse momento? Porque não fazer tudo que você havia planejado agora, aproveitar cada minuto da sua existência na Terra?! Até porque, se você ficar pensando somente em “ah, foda-se, o mundo vai acabar mesmo”, sua existência por aqui teria sido em vão?

O que vem após nossa morte não importa. Não tem importância, porque o que vale é o que você fez aqui, o que você conquistou, os amigos que você fez, tudo isso é o que realmente importa.

Aproveitar o dia ou morrer lamentando pelo tempo perdido?

EDITADO: Deixei a impressão que pensar no amanhã é algo inútil, mas não literalmente. É necessário, mas se focalizar no hoje é mais importante.

Think about it.